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Comprar casa não é comprar uma camisola – por Miguel Pereira

31 de Julho de 2020
Créditos de imagem: Adobe Stock

Vende-se casas em Portugal como se estivéssemos na feira. Se acha que não, leia agora este artigo.

Pois, vender também não.

 

Quem já passou pelo processo de comprar casa, já teve um pensamento deste género: "Comprar casa não é comprar uma camisola".

 

Dizemos isto porque obviamente a compra de uma casa deve ser pensada, ponderada, bem analisada, etc.  Há muitos fatores que influenciam a compra. Mas, este não é o tema deste artigo. Falaremos disso noutra ocasião.

 

Há algo engraçado que eu tenho reparado ao longo destes anos no mercado imobiliário. Quando alguém pretende comprar casa há sempre este pensamento, no entanto, no momento em que colocam a casa que compraram à venda, fazem-no como se estivessem na feira. Sim... isso mesmo! Vende-se casas em Portugal como se estivéssemos na feira. Se acha que não, então pense no seguinte:

 

Supostamente, a casa é dos bens materiais mais valiosos que os portugueses têm. É algo que valorizamos muito! No entanto, no momento de vender aquilo que tem tanto valor tem para nós, desvalorizamos por completo.

 

Não procuramos um profissional, não nos importamos com o seu real valor de mercado, não nos preocupamos com a imagem do imóvel no mercado e somos capazes de confiar a venda no porteiro (nada tenho contra os porteiros, mas cada profissional deve cumprir a sua função específica), ou então põe-se à venda e depois vê-se.

 

Há algo que falta aos proprietários na altura de vender a casa. BRIO! Sabe o que é brio, não sabe?

 

Relembremos o que significa brio: "Sentimento que induz a cumprir o dever ou a fazer algo com perfeição ou sentido de responsabilidade."

 

Vamos lá ver o que acontece e como é que, como proprietário, pode fazer algo com perfeição e responsabilidade. 

1 - Preço

Créditos de imagem: Unsplash

Este é talvez o ponto mais importante. Não há imóveis bons ou maus. Há sim, preço caro, barato e justo. O preço define o que se vende.

 

No que toca às casas, uma casa que é considerada “menor qualidade” quando normalmente apresenta uma má construção com vários defeitos, numa localização péssima. No entanto, ela também se vende. Mas vende-se a preço justo, reflexo da “menor qualidade”.

 

Para alguém que não lida diariamente com a venda de casas, e que não entenda muito sobre o mercado imobiliário, é difícil que consiga perceber qual é o melhor preço para colocar a casa no mercado. E o que é que acontece a maior parte das vezes?

 

Ou coloca o preço acima do valor de mercado e demora tempo a vender (perdendo assim excelentes oportunidades) ou coloca o preço abaixo do valor de mercado (vende demasiado rápido e perde dinheiro).

 

Também acontece muito fazer como se faz na feira. Coloca-se o preço acima para depois negociar... Depois claro, vendem abaixo do que poderiam vender, porque o produto ficou tanto tempo no mercado que desvalorizou.

 

Quem nunca passou durante semanas pelo mesmo carro que estava a venda numa determinada rotunda e ao final de algumas semanas qual é o pensamento que surge?

 

“O carro deve ter algum problema. Ninguém lhe pega.”

 

Sabe, nas casas acontece a mesma coisa. Uma casa que está demasiado tempo no mercado, começa a ser conhecida pelos compradores como uma casa que tem algum problema. Não é isto que quer quando vender a sua casa, pois não?

2 - Profissionalismo

Créditos de imagem: Adobe Stock

Quem é que se preocupa em entrevistar (sim, é mesmo disso que se trata) mais do que um consultor imobiliário?

 

Quem é que tem o cuidado de perceber quais são os serviços propostos, perceber quem transmite mais confiança, quem apresenta resultados na zona, quem é conhecedor?

 

Ninguém...

 

Talvez, a má imagem que o agente imobiliário tem no mercado imobiliário venha um bocadinho daí. Porque quem é cliente, também não seleciona quem está no mercado, porque escolhe qualquer um, sem se preocupar em escolher os melhores, alimentando assim o negócio de quem não é profissional.

 

Ao ver os consultores imobiliários desta forma, acaba por desvalorizar e descredibilizar a venda da sua própria casa.

3 - Imagem do imóvel no mercado

Bem... se falhamos ao escolher o profissional certo, podemos contar que a nossa casa vai ter uma má imagem no mercado.

 

Imagine que:

 

Entra numa loja de roupa, e na secção das camisolas está tudo misturado e a monte. Uma pilha de camisolas, de todas as cores, preços e feitos. Temos de andar ali a procurar, uma a uma, a ver qual a melhor. E, normalmente, fazemos isso com muito cuidado. Porquê?

 

Porque já percebemos que a qualidade não é lá grande coisa, e é provável que venha com defeito também. Há lojas em que isto acontece e esse é o nosso comportamento como compradores. Normal... Mas se formos a uma loja de roupa de qualidade já esperamos que a coisa seja diferente. Não andamos à procura dos defeitos, porque a imagem do produto, deixa-nos mais confiantes e confortáveis com a compra.

 

Nas casas, acontece exatamente a mesma coisa!

 

Atenção: Senão tiver cuidado com a imagem que a sua casa tem no mercado imobiliário, prepare-se para receber compradores que ainda nem entraram e já estão com um pé atrás.

4 - O "Biscateiro"

Créditos de imagem: Adobe Stock

Respeito todos os tipos de profissionais, só não gosto de biscateiros do imobiliário. Ou seja, pessoas que não são especialistas no mercado, mas que gostam de fazer pequenos serviços ocasionais, geralmente de natureza informal, a troco de remuneração.

 

É como eu precisar de um designer e ir procurar um sobrinho que faz umas coisas “engraçadas” no Photoshop . Porque é que isto nunca me passou pela cabeça? Podia economizar uns trocos... hummm. Porque valorizo demasiado o que preciso e nao é qualquer designer que serve para o serviço. Por isso, procuro os melhores profissionais da área. Já na altura de vender a minha casa, como desvalorizo a coisa, qualquer um também serve.

 

Não funciona assim...

 

Vendemos casas como se estivéssemos na feira.

 

Vamos a um portal imobiliário e é normal encontrarmos a mesma casa em seis imobiliárias diferentes, com preços, fotografias, áreas e até tipologias diferentes. Por incrível que pareça, acontece.

O comprador instantaneamente pensa "este proprietário está desesperado" e é assim que começa a perder dinheiro.

 

A história acontece assim:

 

O “biscateiro” abre a porta a um potencial comprador que não conhece de lado nenhum, não tem o mínimo de cuidado que devia. Facilitou, desvalorizou por completo a segurança do proprietário e da sua família e abriu a porta a alguém que vinha com segundas intenções.

 

Por vezes é estranho perceber como é que a casa foi assaltada. Ou a garagem. Ou o vizinho. Pois é…Desvaloriza-se por completo a segurança.

 

Fechamos o negócio e assinamos o contrato de promessa de compra e venda. Que maravilha! Como eu sou inteligente e até tenho umas noções de direito, ou confio demasiado nos outros, fecho o negócio, recebo o sinal, e só depois é que me apercebo que tenho alguma documentação por regularizar.

 

Agora vou desesperadamente procurar um advogado para me resolver o assunto (sim, desta vez não fui a um “biscateiro”).

Em alguns casos sabe o que acontece?

Créditos de imagem: Adobe Stock

Não se consegue cumprir os prazos, devolvem-se sinais em dobro (recebe 10.000€ de sinal, mas como não consegue cumprir o que promete, tem de devolver 20.000€) ou então tem uns meses largos de idas ao tribunal e reuniões com advogados a ver se se safa desta. Se não for por mais nada, é chato. Não havia necessidade.

 

"O meu agente imobiliário vendeu-me a casa, apanhou a comissão e depois deixou-me a tratar de tudo sozinho. São todos iguais".

 

Não, os agentes imobiliários não são todos iguais... Neste caso, infelizmente, escolheu mal o profissional. Foi só isso! Além da comissão que pagou, agora vai pagar um advogado para “limpar" o que o “biscateiro” fez.

 

O meu conselho: Questione-se se está a contratar um “biscateiro do imobiliário” ou realmente, um profissional do imobiliário. Escolha o profissional certo para a sua casa!

 

Eu ficava aqui a dar-lhe mais exemplos do quão importante é ter algum cuidado na altura de vender a sua casa. Mas acho que já me fiz entender.

 

Procure por um profissinal sempre!

Procure alguém que tenha um bom serviço e que tenha todo o suporte que precisa para ajudar os seus clientes. Uma estrutura como a da Zome, onde os consultores são acompanhados por staff especializado em várias áreas como: departamento jurídico, financeiro, marketing, comercial, etc. Procure um profissional com formação e que lhe transmita confiança.

 

Não se esqueça, não está a vender uma camisola. Está a vender a sua casa! Um bem físico mas que está cheio de memórias e momentos que guarda no seu coração.

 

Perceba também que um bom profissional e um bom serviço, não se consegue a preço de feira. Sim, há uma comissão a pagar. Mas avalie o que realmente está a pagar. Por isso, como proprietário, na altura de vender a sua casa, faça-o bem feito. Procure um consultor Zome para que tenha um processo de venda com:

 

+ acompanhamento 

+ simples

+ feliz

 

Se comprar casa não é comprar uma camisola, por favor não venda a sua casa como se estivesse na feira.

Vende-se casas em Portugal como se estivéssemos na feira. Se acha que não, leia agora este artigo.

31 de Julho de 2020
Autor:

Miguel Pereira

Business Coach - HUB Braga
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